É Natal
Sendo o Pai Natal uma das poucas ilusões que o homem ocidental se permite ter é, ao mesmo tempo, um paradigma dos tempos modernos: racionalizamos a religião e dogma espiritual mas não suprimimos a necessidade deles, e então surge-nos o deus mercado e as angélicas multinacionais a dar-nos novos dogmas e uma espiritualidade baseada no dinheiro, no consumo. Uma súmula personificada no Pai Natal.
Se já não nos iludimos com o Menino Jesus ou com os Reis Magos, e se sabemos que o Pai Natal é uma ilusão, por que não damos valor a nós próprios e nos celebramos como seres humanos que valorizam o outro, o pobre, o indigente, o só, e nos aproximamos de nós? Por que não nos aproximamos do eu alargado à família e aos amigos?
No fundo, a celebração do solstício de Inverno, tal como o S. João no Verão, são pecados originais (pré-cristãos) que a tradição cristã transformou em credos e, mais tarde, o mercado em negócio.
No final de um ano especialmente complicado para as expectativas do mundo e do país, o melhor seria que esta noite fosse de satisfação e de união na alegria e na tristeza dos que nos são próximos. Com ou sem prendas no sapatinho, com mais ou menos presentes debaixo da árvore. Quando a família se reunir à volta da mesa, e da televisão, será bom que pensemos e discutamos o que foi este ano, para que este período de transição que nos leva até aos Reis nos ajude a modificar um pouco, porque mudando todos um bocadinho, nós, e o mundo, ficámos um pouco melhor.
Se já não nos iludimos com o Menino Jesus ou com os Reis Magos, e se sabemos que o Pai Natal é uma ilusão, por que não damos valor a nós próprios e nos celebramos como seres humanos que valorizam o outro, o pobre, o indigente, o só, e nos aproximamos de nós? Por que não nos aproximamos do eu alargado à família e aos amigos?
No fundo, a celebração do solstício de Inverno, tal como o S. João no Verão, são pecados originais (pré-cristãos) que a tradição cristã transformou em credos e, mais tarde, o mercado em negócio.
No final de um ano especialmente complicado para as expectativas do mundo e do país, o melhor seria que esta noite fosse de satisfação e de união na alegria e na tristeza dos que nos são próximos. Com ou sem prendas no sapatinho, com mais ou menos presentes debaixo da árvore. Quando a família se reunir à volta da mesa, e da televisão, será bom que pensemos e discutamos o que foi este ano, para que este período de transição que nos leva até aos Reis nos ajude a modificar um pouco, porque mudando todos um bocadinho, nós, e o mundo, ficámos um pouco melhor.
